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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Releio-te

E bagunço tudo
nessa mania
de te repetir

vasculho tuas páginas
[
no meu peito]
e descanso em palavras
que já são cinzas

vejo o vento levar
teus capítulos que revivo
[na minha mente]
e me perco em linhas
que
já se apagaram.

Não tem mais teu espaço aqui.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Cigarros

nas tardes cinzas de quinta
envolvo a fumaça
exalo saudade

a ansiedade
fundida ao desejo
transforma 
meus dias
em ne
uroses sem fim

coloco um cigarro no lábio
mas no meio do trago
mentalizo um
 pedido

desejo do fundo do peito
que esse seja o último
antes de [finalmente]
por na boca...



...você.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Porque não existe mais (ou por algum tempo) canela e açúcar

Resultado de imagem para são tempos difíceis para os sonhadores

Independente de ter conhecimento de minha incapacidade, eu sempre apreciei a escrita e (até por esse motivo) alimentei o hábito de realiza-la.
Acho que sempre senti demais, sempre tive um turbilhão de coisas no meu peito e na minha mente...de certa forma, era meu combustível. Agora, por outro lado, a mesma característica que me conduzia a arte é a que me bloqueia e me afasta cada fez mais dela. Me paralisa.
Parece que me deixei preencher pelos sentimentos errados e infelizmente, nem sobre meu maior mal (que também atua como minha companhia constante) consigo desenvolver algo que seja suficiente para expressar o que sinto, ajudar-me de alguma forma e/ou atualizar o blog. Portanto, acredito que essa postagem seja a última (talvez só por algum tempo) aqui.

ps.: eu sou bem dramática mesmo e imagino que ninguém mais se incomode com isso, mas significa muito pra mim e achei que deveria escrever isso...de algum modo, abandono aqui parte do meu ser.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

O livro no meu peito

tá na mesma estante.
alguns se arriscam,
uns roubam,
outros nem se importam em achar...

tem risco, rabisco, remendo
falta uma página
te
m essa, aquela, a outra, aquele mesmo e você

[tem lembrança com cheiro de cigarro,
gosto de cerveja e chiclete]

tem os pedacinhos que
deixaram
espaços do que levaram
as tristezas que cultivo

[tem
saudade em formato de foto, vontade com jeito de amor]

tem música no lugar de pensamento
imaginação em movimento
tem bobagem, bagagem, sexo, poemas e eu

ainda tem teu espaço
tuas manias, teus pedidos
ainda tem tuas marcas,
tem teu sorriso quente e os tapas que a realidade dá

tem um um rio de coisa,
um bocado de gente,
multidão de sentimentos...

                                                                               ...só não tem mais cor.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Vinil

Toca pra mim
no pandeiro da memória
nossa canção
e me faz
lembrar
do
carnaval
do nosso amor.
Volta pra mim
rebola de novo em meu peito
E a gente repete aquele sambinha bom
que faz florescer
das mais belas palavras
poemas do nosso dançar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Música

A alma do corpo modula em cada fragmento
(sua musica).
Apresenta na composição de sua letra
(seu movimento).
A parte que cabe a mim completar.


A melodia do corpo transparece a harmonia do nós
(sua nota).
Transborda riqueza poética
(sua fala).
A parte que cabe a mim cantar. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Orquestra

Fazes minhas pernas de instrumento,
toca-as sem pudor.
Extrai sonoridade de meu corpo,
liberta meu pensar.

Fazes meus ossos de partitura,
segue-os com perfeição.
Experimenta a frequência de minha mente,
liberta meu desejar.